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Fala, pessoal!

Segue a prova comentada de soldado da PMMG 2018

Passeio Noturno

Cheguei em casa carregando a pasta cheia de papéis, relatórios, estudos, pesquisas, propostas, contratos. Minha mulher, jogando paciência na cama, um copo de uísque na mesa de cabeceira, disse, sem tirar os olhos das cartas, você está com um ar cansado. Os sons da casa: minha filha no quarto dela treinando impostação de voz, a música quadrifônica do quarto do meu filho. Você não vai largar essa mala?, perguntou minha mulher, tira essa roupa, bebe um uisquinho, você precisa aprender a relaxar.

Fui para a biblioteca, o lugar da casa onde gostava de ficar isolado e como sempre não fiz nada. Abri o volume de pesquisas sobre a mesa, não via as letras e números, eu esperava apenas. Você não pára de trabalhar, aposto que os teus sócios não trabalham nem a metade e ganham a mesma coisa, entrou a minha mulher na sala com o copo na mão, já posso mandar servir o jantar?

A copeira servia à francesa, meus filhos tinham crescido, eu e a minha mulher estávamos gordos. É aquele vinho que você gosta, ela estalou a língua com prazer. Meu filho me pediu dinheiro quando estávamos no cafezinho, minha filha me pediu dinheiro na hora do licor. Minha mulher nada pediu, nós tínhamos conta bancária conjunta. Vamos dar uma volta de carro?, convidei. Eu sabia que ela não ia, era hora da novela. Não sei que graça você acha em passear de carro todas as noites, também aquele carro custou uma fortuna, tem que ser usado, eu é que cada vez me apego menos aos bens materiais, minha mulher respondeu.

Os carros dos meninos bloqueavam a porta da garagem, impedindo que eu tirasse o meu. Tirei os carros dos dois, botei na rua, tirei o meu, botei na rua, coloquei os dois carros novamente na garagem, fechei a porta, essas manobras todas me deixaram levemente irritado, mas ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. Enfiei a chave na ignição, era um motor poderoso que gerava a sua força em silêncio, escondido no capô aerodinâmico. Saí, como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade que tem mais gente do que moscas. Na avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença, mas não aparecia ninguém em condições, comecei a ficar tenso, isso sempre acontecia, eu até gostava, o alívio era maior. Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mais fácil. Ela caminhava apressadamente, carregando um embrulho de papel ordinário, coisas de padaria ou de quitanda, estava de saia e blusa, andava depressa, havia árvores na calçada, de vinte em vinte metros, um interessante problema a exigir uma grande dose de perícia. Apaguei as luzes do carro e acelerei. Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som da borracha dos pneus batendo no meio-fio. Peguei a mulher acima dos joelhos, bem no meio das duas pernas, um pouco mais sobre a esquerda, um golpe perfeito, ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando, de volta para o asfalto. Motor bom, o meu, ia de zero a cem quilômetros em nove segundos. Ainda deu para ver que o corpo todo desengonçado da mulher havia ido parar, colorido de sangue, em cima de um muro, desses baixinhos de casa de subúrbio.

 Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelos pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas. A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?, perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia.

 1ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA que corresponda ao perfil psicológico do personagem protagonista da história:

  1. ( ) Possui hábitos incomuns aos demais cidadãos no tocante aos seus deveres do cotidiano, mas age de forma previsível e irrepreensível para satisfazer seus desejos íntimos.
  2. ( ) Possui hábitos anormais aos demais cidadãos no tocante aos seus deveres do cotidiano, mas age de forma esperada e magistral para satisfazer seus desejos íntimos.
  3. ( ) Possui hábitos incomuns aos demais cidadãos no tocante aos seus deveres do cotidiano, mas age de forma irreprovável e incensurável para satisfazer seus desejos íntimos.
  4. ( ) Possui hábitos comuns aos demais cidadãos no tocante aos seus deveres do cotidiano, mas age de forma imprevisível e repreensível para satisfazer seus desejos íntimos.

Comentário: A alternativa (A) está incorreta. O personagem protagonista do texto possui desejos íntimos secretos e obscuros, inclinados para o crime e crueldade. Apesar de seu cotidiano ser comum e relativamente semelhante aos demais cidadãos, não se pode caracterizar seu comportamento como previsível e irrepreensível.

A alternativas (B) e (C) estão erradas.  A explicação segue a lógica da primeira alternativa. Os enunciados apenas utilizaram sinônimos.

A alternativa (D) é a correta. De fato o personagem possui hábitos comuns aos demais cidadãos no tocante aos seus deveres do cotidiano. Exerce seu trabalho, aparentemente comum, ocupa papel de pai de família, constrói seu patrimônio.  Veja:

Cheguei em casa carregando a pasta cheia de papéis, relatórios, estudos, pesquisas, propostas, contratos;

Fui para a biblioteca, o lugar da casa onde gostava de ficar isolado e como sempre não fiz nada. Abri o volume de pesquisas sobre a mesa, não via as letras e números, eu esperava apenas.

Porém, age de forma imprevisível e repreensível para satisfazer seus desejos íntimos.

Não é nada previsível um homem sair de carro para atropelar alguém e aliviar o estresse. Além de ser crime e completamente repreensível.

Gabarito: D

 

2ª QUESTÃO – Leia o trecho apresentado e marque a alternativa CORRETA.

“(…) ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. (…). Saí, como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade que tem mais gente do que moscas. Na avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença (…).”

Baseado no trecho apresentado, podemos afirmar que o autor desvela uma personagem que demonstra:

  1. ( ) Amor à máquina e a seus semelhantes.
  2. ( ) Necessidade de guiar seu carro pelas ruas ermas da cidade.
  3. ( ) Desprezo a seus semelhantes, um desejo de transgredir.
  4. ( ) Medo de dirigir pela avenida Brasil por ser muito movimentada.

 Comentário: A alternativa (A) está errada. O personagem não demonstra amor à maquina. O carro serve apenas de instrumento para a satisfação do prazer secreto em transgredir e atropelar pessoas.

A alternativa (B) está errada. Há necessidade de guiar o carro em ruas desertas também era somente um aspecto secundário em relação ao desejo principal, que era de aliviar a vontade secreta de atropelar alguém.

A alternativa (C) é a correta. De fato ele demonstra total desprezo e vontade de transgredir. Observe:

Senti o coração bater apressado de euforia.

(…) Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença.

A alternativa D está errada. Não se observa medo no personagem em dirigir na avenida Brasil. Mais uma vez trata-se de um aspecto secundário em que ele busca o cenário mais adequado para cometer um crime oculto.

Gabarito: C

3ª QUESTÃO Leia o trecho a seguir:

“(…) Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mais fácil. (…) Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som da borracha dos pneus batendo no meio-fio. (…) ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando, de volta para o asfalto. Motor bom, o meu, ia de zero a cem quilômetros em nove segundos. (…).”

Marque a alternativa CORRETA que corresponda ao momento da narrativa que é evidenciado pelo trecho acima:

  1. ( ) Momento ápice ou clímax da narrativa.
  2. ( ) Momento subsequente ao ápice ou clímax da narrativa.
  3. ( ) Momento do desfecho final da narrativa.
  4. ( ) Momento introdutório da trama da narrativa.

Comentário: A alternativa (A) está correta. O momento enunciado é o mais importante da narrativa, o auge do enredo, em que o personagem nos revela o mais íntimo e secreto de sua personalidade. É o que define de fato o desenrolar da narrativa. Trata-se do momento ápice ou clímax.

As alternativas (B), (C) e (D) estão incorretas pela explicação anteriormente colocada.

Gabarito: A

4ª QUESTÃO Leia o fragmento a seguir e marque a alternativa CORRETA.

“Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelos pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas.”

No fragmento, o autor demostra que o personagem se orgulha da sua perícia e do veículo intacto. No entanto, ao analisarmos todo o texto podemos afirmar que:

  1. ( ) O personagem demonstra um sentimento de rejeição ao poder que lhe inspira a potência do carro.
  2. ( ) O personagem demonstra um sentimento faccioso em relação ao sentimento altruísta que lhe inspira a sua vítima.
  3. ( ) O personagem se inebria com a sensação de poder, materializada na potência do carro e na sua inigualável habilidade no uso da máquina.
  4. ( ) O personagem demonstra um sentimento de pragmatismo em relação à potência do carro e sua habilidade no uso da máquina.

Comentário: A alternativa (A) está errada. Não há rejeição, o que ocorre é o contrário. O personagem demonstra prazer pelo poder que caracteriza a potência de seu automóvel e a habilidade com a qual o domina.

A alternativa (B) está errada. Não há sentimento altruísta da vítima pelo protagonista.

A alternativa (C) é a correta. De fato, o indivíduo demonstra prazer, se embriaga com a sensação de poder e domínio que as circunstâncias lhe concedem.

A alternativa (D) está errada. Não há sentimento de pragmatismo. Ser pragmático significa ser prático, realista, objetivo, racional.  Na verdade, o protagonista é idealista, demonstra um sentimento de paixão e devaneio no que concerne ao poder que ele crê possuir com a potência de seu veículo e sua habilidade em dominá-lo.

Gabarito: C

5ª QUESTÃO Leia o fragmento a seguir e marque a alternativa CORRETA.

“A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?,

perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia.”

De acordo com o fragmento apresentado, podemos afirmar que o protagonista vive em um mundo de:

  1. ( ) Reflexão e integração.
  2. ( ) Isolamento e fragmentação.
  3. ( ) Relaxamento e dedicação.
  4. ( ) Massificação e satisfação.

Comentário: A alternativa (A) está errada. Em nenhum momento o protagonista demonstra intenção de desenvolver integração com os que o rodeiam.

A alternativa (B) está errada. O contexto enunciado nos revela claramente o costume do protagonista em viver separado de sua família. Distante e dividido.

A alternativa (C) está errada. No trecho o protagonista não demonstra relaxamento ou dedicação.

A alternativa (D) está errada. Não há sinais de satisfação no trecho, nem massificação.

Gabarito: B

6ª QUESTÃO Leia o trecho apresentado e responda à questão abaixo:

“A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?,

perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia.”

Com base no trecho acima, marque a alternativa CORRETA que corresponda à inferência feita pela mulher em relação ao passeio de carro feito pelo marido:

  1. ( ) A mulher inferiu que o passeio não seria uma maneira do marido liberar o estresse diário.
  2. ( ) A mulher inferiu que o passeio seria uma maneira do marido, relaxado, conduzir o carro sem um objetivo específico.
  3. ( ) A mulher inferiu que o passeio seria uma maneira do marido se ocupar com algo inútil que aumentasse o nível de estresse diário.
  4. ( ) A mulher inferiu que o passeio seria uma maneira do marido liberar o estresse diário.

Comentário: A alternativa (A) está errada. Ocorreu o contrário. Ela inferiu que o passeio seria uma maneira do marido liberar o estresse diário.

A alternativa (B) está errada. Não faz o menor sentido a alternativa em questão. Em nenhum momento a mulher indica que quer que o marido, relaxado, dirija sem objetivo.

A alternativa (C) está incorreta. A esposa simplesmente pergunta se o marido se acalmou com o passeio. Ou seja, significa o oposto do que afirma a assertiva.

A alternativa (D) está correta. Justamente o comentado anteriormente.

Gabarito: D

 GRAMÁTICA

 7ª QUESTÃO – De acordo com os critérios da seleção vocabular e emprego das variedades de língua padrão e não padrão, leia as orações a seguir e marque a alternativa CORRETA, de acordo com a norma culta.

  1. ( ) A ansiedade era grande, mais a habilidade do condutor era maior.
  2. ( ) Estava eufórico com o feito, mas relaxado o suficiente para voltar à casa.
  3. ( ) O condutor fingia se surpreender mas e mas a cada instante.
  4. ( ) Não era apenas um fugitivo, mais alguém feliz com o que acabara de fazer.

Comentário: A alternativa (A) está incorreta, pois a conjunção adversativa “mas” seria o ideal, porque há duas orações com contraste de ideias. O “mais” é advérbio de intensidade, inadequado para o enunciado da alternativa.

A alternativa (B) é a correta, pois, nesse caso, trata-se de uma conjunção coordenativa de adversidade, isso significa que é uma conjunção que liga duas orações que têm um sentido semântico equivalente em um sentido de oposição ou adversidade.

A alternativa (C) está incorreta, pois o ideal é colocar “mais e mais”, ou seja, locução adverbial de intensidade pelo fato de estar transmitindo ideia de quantidade de instante que o condutor fingia se surpreender.

A alternativa (D) está incorreta, pois é o mesmo caso da alternativa A, ou seja, um caso de conjunção adversativa.

Gabarito: B

8ª QUESTÃO Marque a alternativa que apresenta a justificativa CORRETA para o emprego das locuções e palavras em destaque nas orações abaixo:

  1. Muitas das vezes que fui à igreja, ele estava lá.
  2. Muitas vezes fui à biblioteca.
  3. Ele marcou um horário com o dentista, a fim de verificar a situação de seus dentes.
  4. O latim é uma língua afim com o italiano.
  1. ( ) 1- várias vezes; 2- de um determinado número de vezes; 3- afinidade; 4-propósito.
  2. ( ) 1- sem um determinado número de vezes; 2- de um determinado número de vezes; 3 – semelhança; 4- razão.
  3. ( ) 1- de um determinado número de vezes; 2- várias vezes; 3- objetivo; 4-semelhante.
  4. ( ) 1- de um indeterminado número de vezes; 2- às vezes; 3- semelhante; 4-intento.

 Comentário: Essa é uma questão rápida de “matar”. Em questões com respostas enumeradas, analise a partir da que você tenha mais convicção, e vá eliminando alternativas.  Lembre-se: “Afim” junto remete-se à afinidade, semelhança. Ex: Esses assuntos são afins, o estudo de um facilita o do outro.

“A fim” separado remete à ideia de desejo, intento, finalidade: “com o fim de”, “com o objetivo de”, “Almejando algo”. Ex: Estou a fim de fazer uma viagem neste fim de semana.

Na alternativa (C), facilmente, observa-se que é a única alternativa em que “afim” está relacionado à “semelhança”, e “a fim” refere-se ao objetivo. Assim, é ela a correta.

A alternativa (A) está incorreta. Por mais que pareça confuso, existe uma diferença e vamos aprender.

            “Muitas vezes” é uma expressão adverbial usada para expressar uma circunstância de frequência, correspondendo, por isso, à função de adjunto adverbial de frequência. Apenas transmite a ideia de que algo aconteceu e se repetiu de maneira indefinida. Mesmo significado de “várias vezes”.

Por outro lado, “várias das vezes” transmite a ideia de frequência em relação a um grupo definido de “vezes”.

Ex: Fui dez vezes à casa de minha avó. Muitas dessas vezes, ela chorou.

Muitas das vezes que fui à casa de minha avó, ela chorou.

A preposição (de) somada ao artigo (as) define um conjunto previamente delimitado.

Visto isso, aprendemos que “muitas das vezes” tem o mesmo significado de “de um determinado número de vezes”, e que “muitas vezes” tem o mesmo significado de “várias vezes”.  Assim, clareamos o porquê da resposta certa ser a alternativa C.

Gabarito: C

 9ª QUESTÃO Quanto ao emprego de pronomes, marque a alternativa CORRETA.

  1. ( ) Os pneus, troquei-os logo após o passeio noturno.
  2. ( ) Me espantei com a potência do motor e a rigidez dos parachoques.
  3. ( ) Não maltratei-a, apenas acelerei até deixar ela caída em meio a poeira.
  4. ( ) Depois, me encaminhei para casa eufórico e feliz.

Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois trata de ênclise, que é a colocação do pronome após o verbo. Esta é a regra. Para ser próclise ou mesóclise, é necessária uma justificativa.

A alternativa (B) está errada. Nos períodos iniciados por verbos (desde que não estejam nos tempos futuro do presente ou do pretérito), utiliza-se a ênclise, pois na língua culta não se inicia frase com pronome oblíquo.

A alternativa (C) está errada. Nesse caso, o correto seria a colocação do pronome antes do verbo. Trata-se de próclise, que se justifica em orações que contenham palavra ou expressão de valor negativo.

A alternativa (D) está errada. “Depois” é adjunto adverbial de lugar, e, caso não fosse sucedido por vírgula, constituiria um caso de próclise. Porém, a vírgula marca a pausa que determina a aplicação da regra geral, em que o pronome deve vir depois do verbo.

Gabarito: A

10ª QUESTÃO Marque a alternativa que contenha a seleção de palavras para o preenchimento CORRETO dos espaços nas frases abaixo, na sequência em que aparecem:

Este teatro _________ vamos é mantido pela universidade.

O policial esteve no local ________ ocorrera o crime.

Domingo, _________ fomos ao clube, fez sol.

A cidade de _________ ele vem fica no norte do estado.

Já era noite, _________ a lua apareceu.

  1. ( ) Onde, aonde, onde, aonde, onde.
  2. ( ) Quando, aonde, aonde, aonde, aonde.
  3. ( ) Onde, aonde, quando, onde, onde.
  4. ( ) Aonde, onde, quando, onde, quando.

Comentários:

Seguindo a mesma lógica anteriormente citada, a questão fica tranquila de resolver.

Antes devemos lembrar o seguinte:

“Aonde” pode ser pronome relativo é advérbio que indica movimento.  Sempre que a oração representar movimento de um lugar a outro, utilize-o. Pode ser substituído por “para onde”. Ex: “Aonde vamos?”; “O clube aonde vamos é lindo”.

“Onde” pode ser pronome relativo (quando introduz oração subordinada adjetiva) ou advérbio interrogativo frases interrogativas). Em ambos os casos, indica localização (estática).

Somente estará presente em sentido de movimento quando for acompanhado de preposição (“de ou para”). Ex: “A cidade de onde vim”; “A cidade para onde vou”.

Ex: “Moro na rua onde construíram um estádio.” (Pronome relativo, pois retoma o nome “rua” e pode ser substituído por “em que “e exerce função de adjunto adverbial de lugar.

Onde deixei meus óculos?” (Advérbio interrogativo).

Ambos os casos representam localização estática, pois não há movimento.

Assim, fica claro o porquê da alternativa correta ser a (D).

“Esse teatro aonde vamos é mantido pela universidade” (Pronome relativo, pois retoma “teatro. E “vamos” indica movimento)

Além disso, sempre utilize o pronome relativo “quando” nas situações em que se tratar de “tempo”, como é o caso das assertivas 3 e 5. (Exerce função de adjunto adverbial de tempo).

Gabarito: D

Fonte: Estratégia Concursos

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